23.10.2026
Quando o julgamento encontra a automação: Claudia Santos Cruz sobre ética jurídica e IA
Claudia Santos Cruz é autora do artigo “Legal ethics in an age of disruption”, publicado pela International Bar Association (IBA), no qual analisa os desafios éticos que a inteligência artificial, as redes sociais e a transformação dos modelos de prestação de serviços jurídicos colocam à profissão.
No artigo, Claudia defende que a utilização de ferramentas de inteligência artificial não altera a responsabilidade do advogado pelo trabalho produzido. O pensamento crítico, o julgamento ético e a supervisão humana continuam a ser tão essenciais como sempre, independentemente da ferramenta utilizada para chegar ao resultado.
Aborda também o impacto da automação na formação de advogados mais jovens, bem como os riscos associados à crescente exposição dos profissionais do setor jurídico nas redes sociais.
Claudia destaca ainda a necessidade de equilibrar os ganhos de eficiência proporcionados pela tecnologia com a qualidade, a verificação e a gestão do risco no trabalho jurídico, alertando para o perigo de tratar a rapidez como um substituto do julgamento profissional.
O artigo resulta da sua participação no 3.º IBA Global Professional Ethics Symposium, realizado em junho de 2026.
Claudia Santos Cruz é sócia da Morais Leitão Legal Circle/MDR Advogados e advogada qualificada em Inglaterra, Portugal e Moçambique, com vasta experiência em prática jurídica transfronteiriça. É Vice-Chair do African Regional Forum da IBA e officer do Oil & Gas Committee. A sua intervenção no 3.º IBA Global Professional Ethics Symposium, organizado pelo IBA Professional Ethics Committee, centrou-se nos desafios éticos associados à adoção da inteligência artificial, à visibilidade digital e à preservação da responsabilidade profissional num contexto jurídico em rápida evolução.
Leia o artigo completo no site da IBA.