A sofisticação crescente do cibercrime e a evolução tecnológica colocam novos desafios às empresas, exigindo uma abordagem cada vez mais estratégica à cibersegurança.
Adriana Brás analisa, no vídeo “Cibercrime nas empresas”, publicado pelo Observador, os riscos de cibersegurança enfrentados pelas empresas num contexto de dependência das tecnologias digitais.
A associada principal, que integra a equipa de criminal, contraordenacional e compliance, explica que a tecnologia é simultaneamente um motor de desenvolvimento e um fator de vulnerabilidade, potenciando práticas de cibercrime cada vez mais sofisticadas. Destaca as burlas baseadas em engenharia social, dirigidas a cargos de decisão, e o impacto da inteligência artificial na criação de mensagens credíveis e difíceis de detetar.
A prevenção assume, por isso, um papel central. Adriana sublinha a necessidade de uma abordagem integrada à cibersegurança, que inclua mecanismos técnicos, políticas de segurança da informação, envolvimento da gestão de topo, definição clara de responsabilidades internas e formação contínua das equipas.
Nestas situações, impõe-se uma resposta rápida e coordenada, que assegure a preservação de prova digital e o cumprimento das obrigações jurídicas e regulamentares, num contexto de reforço da regulação europeia, nomeadamente através da diretiva NIS 2 e do regulamento DORA.
Estes incidentes têm impactos que vão muito além da vertente financeira, afetando a continuidade da atividade e a confiança de clientes, parceiros e colaboradores. A cibersegurança deve ser encarada como uma prioridade estratégica para as empresas.
Adriana Brás integra também a equipa de Defesa Digital da Morais Leitão, que presta assessoria jurídica especializada na prevenção, resposta e gestão de incidentes informáticos e de cibercrime.
Assista ao vídeo aqui.