Espanha e Irlanda estão a avançar com novas exigências para responder ao impacto energético dos centros de dados, num debate que cruza descarbonização, segurança de abastecimento e competitividade.
O impacto dos centros de dados nos sistemas elétricos e as respostas regulatórias que começam a surgir em diferentes mercados estão no centro do artigo “E traz a tua própria energia também?”, publicado na Advocatus, da autoria de Catarina Brito Ferreira, sócia da Morais Leitão.
No artigo, Catarina Brito Ferreira analisa o recente projeto de regulamentação apresentado em Espanha e as medidas já adotadas na Irlanda, dois dos principais mercados europeus de centros de dados. Em ambos os casos, estão em causa soluções destinadas a responder ao impacto destes grandes consumidores no setor elétrico e nos objetivos de descarbonização.
É neste contexto que ganha expressão o conceito de Bring Your Own Energy (BYOE), assente na ideia de que os operadores de centros de dados assegurem, por sua iniciativa, a energia necessária à sua operação, em vez de dependerem exclusivamente da rede elétrica. Nos Estados Unidos, a discussão tem seguido uma abordagem diferente, através do conceito de Bring Your Own Generation (BYOG), tecnologicamente neutro e orientado para a proteção dos consumidores de eletricidade.
Em Portugal, não existe atualmente uma política de BYOE, mas o quadro jurídico já contempla mecanismos como o autoconsumo renovável, o armazenamento e os PPA, que podem apoiar soluções de autoaprovisionamento de energia elétrica.
A nossa sócia conclui que a Europa enfrenta o desafio de equilibrar as prioridades de segurança de abastecimento e de descarbonização com a necessidade de manter a competitividade e atrair investimento em tecnologia e infraestruturas digitais.
Leia o artigo completo na Advocatus.