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06.02.2026

Martim Krupenski destaca o crescimento da Morais Leitão num ano desafiante para a advocacia

Martim Krupenski, Managing Partner da Morais Leitão, faz um balanço positivo do seu primeiro ano completo à frente da Sociedade, num contexto marcado por instabilidade geopolítica e cautela dos investidores. Em entrevista ao Jornal Económico, no âmbito do JE Advisory, o responsável destaca um crescimento de cerca de 15% em termos de rentabilidade, beneficiando da resiliência da economia portuguesa, que cresceu acima da média da União Europeia.

Contencioso, fiscal e M&A sustentam o desempenho

O crescimento foi impulsionado por várias áreas de prática. O contencioso — cível, arbitral, penal e contraordenacional — consolidou-se como um dos principais pilares da Sociedade. A área fiscal manteve um desempenho sólido, enquanto práticas como tecnologia, fintech e startups registaram um crescimento relevante. No M&A, apesar da ausência de grandes operações transformacionais, houve uma atividade regular em transações de média e média-grande dimensão.

Um mercado jurídico mais competitivo e aberto

Martim Krupenski sublinha a crescente concorrência no mercado jurídico português, com o reforço de sociedades internacionais, a entrada das Big Four através de modelos multidisciplinares e o crescimento de boutiques especializadas. Num mercado que cresce cerca de 2% ao ano, este contexto obriga as sociedades líderes a elevarem continuamente os seus padrões de qualidade e diferenciação.

Inovação tecnológica ao serviço do cliente

A inovação tecnológica é uma aposta estratégica da Morais Leitão, com uma abordagem centrada na integração da tecnologia no conhecimento jurídico. A Sociedade foi pioneira na adoção de um modelo multidisciplinar com um sócio não advogado dedicado à inovação, desenvolvendo soluções tecnológicas orientadas para problemas jurídicos concretos e para a eficiência dos clientes.

Talento e internacionalização como prioridades estratégicas

A atração e retenção de talento continua a ser o principal desafio estrutural, num mercado global altamente competitivo. Paralelamente, a internacionalização assume um papel central na estratégia de crescimento: atualmente, o mercado internacional representa cerca de 30% do volume de negócios da Morais Leitão, com foco nos PALOP, em África, e na Ásia, através do escritório de representação em Singapura.

Perspetivas para o futuro

Para o futuro, Martim Krupenski aponta apostas claras em private equity, life sciences, inteligência artificial, tecnologia de dados, compliance com enfoque preventivo e software regulatório. Defende ainda que a estabilidade política, a previsibilidade legislativa e uma maior celeridade administrativa e judicial são decisivas para afirmar Portugal como um destino atrativo para o investimento estrangeiro.

Assista a entrevista completa aqui.