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10.08.2026

Rui Patrício assina o artigo “A inteligência artificial é mesmo muito inteligente”

Num artigo de opinião publicado no jornal Nascer do SOL, Rui Patrício parte de um episódio quotidiano para refletir sobre a crescente presença da inteligência artificial nas interações entre empresas e clientes.

Em “A inteligência artificial é mesmo muito inteligente”, o autor relata uma experiência com a assistente virtual de um laboratório de análises, depois de receber uma mensagem automática que apresentava incorretamente o seu endereço de email. Ao tentar contactar o laboratório para corrigir a situação, deparou-se com um sistema automatizado incapaz de reconhecer o motivo da chamada ou de o encaminhar diretamente para um operador.

Depois de várias tentativas e de um diálogo repetitivo com a assistente virtual, a frustração acabou por dar lugar a uma reação mais expressiva inspirada numa passagem de Os Cus de Judas, de António Lobo Antunes. Foi precisamente nesse momento que a chamada foi finalmente transferida para uma operadora, que rapidamente esclareceu que o endereço estava correto e que o erro tinha sido gerado pela própria mensagem automática.

A partir deste episódio, Rui Patrício constrói uma reflexão bem-humorada sobre a suposta “inteligência” destes sistemas. O advogado brinca com a possibilidade de a assistente virtual ter compreendido desde o início aquilo que pretendia, levando-o deliberadamente à exasperação, quer como uma sofisticada técnica de business development, já que a irritação poderia fazê-lo precisar de novas análises, quer para lhe proporcionar a oportunidade de recorrer à literatura de Lobo Antunes.

O artigo chama assim a atenção para o contraste entre a sofisticação atribuída à inteligência artificial e as limitações que a automatização ainda pode revelar nas situações mais simples do quotidiano.

Leia o artigo completo no anexo abaixo.