M L

17.03.2026

Tomás Vaz Pinto: mercado de M&A em Portugal resiliente apesar da instabilidade no Médio Oriente

Apesar do agravamento da instabilidade geopolítica no Médio Oriente, Tomás Vaz Pinto, sócio e coordenador da equipa de Corporate e M&A da Morais Leitão, mantém uma perspetiva positiva sobre a evolução do mercado de fusões e aquisições em Portugal.

Em declarações ao Jornal Económico, Tomás Vaz Pinto destaca que, até ao momento, o conflito não teve impacto direto na atividade: «Ainda não sentimos qualquer efeito, mas se o conflito se prolongar não podemos excluir essa possibilidade». Sublinha, contudo, que, num contexto globalizado, mesmo economias aparentemente distantes das zonas de conflito acabam por ser afetadas, sobretudo se a instabilidade persistir.

Impacto do conflito no Médio Oriente ainda não se reflete nas operações

Ainda assim, a leitura atual é de resiliência do mercado. O nosso advogado afirma que a atividade de M&A em Portugal se mantém sólida, contrariando o efeito tradicionalmente inibidor da incerteza sobre o investimento. Esta dinâmica sugere que os fundamentos estruturais do mercado continuam a sustentar o interesse dos investidores.

A perspetiva de médio prazo mantém-se, por isso, construtiva. «Continuamos otimistas», afirma o advogado, reforçando a confiança na capacidade do mercado português para absorver choques externos e manter níveis consistentes de atividade.

Evolução do mercado depende da duração do conflito e do contexto global

A evolução dependerá sobretudo da duração e intensidade do conflito e dos seus efeitos nos mercados energéticos e financeiros. Ainda assim, o enquadramento atual aponta para continuidade da atividade, com possíveis ajustamentos, mas sem sinais de retração significativa.

Leia o artigo completo no Jornal Económico.