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13.03.2026

Maria Soares do Lago participa em sessão sobre financiamento e sustentabilidade empresarial

Sustentabilidade, financiamento e novos requisitos europeus para as empresas estiveram em análise no Fórum Banca 2026, numa sessão que contou com a participação de Maria Soares do Lago.

Maria Soares do Lago participou no Fórum Banca 2026, organizado pelo Jornal Económico, que decorreu no dia 10 de março, no Hotel Ritz, em Lisboa, reunindo líderes do setor financeiro, decisores políticos e especialistas para debater os principais desafios da banca e do financiamento empresarial.

Regras de sustentabilidade e impacto no financiamento das PME

Durante a sua intervenção, a sócia da área de bancário e financeiro da Morais Leitão destacou os impactos das recentes alterações europeias às regras de reporte e de diligência em matéria de sustentabilidade, alertando para os riscos que estas mudanças podem representar para o acesso ao financiamento por parte das pequenas e médias empresas.

Segundo Maria Soares do Lago, existe o risco de que a simplificação regulatória leve algumas empresas a abrandar o processo de adaptação às exigências de sustentabilidade. A advogada foi clara ao afirmar: «Se as empresas não conseguirem evoluir nesse sentido, a sua vida vai começar a ser cada vez mais difícil».

Transição sustentável coloca desafios às pequenas e médias empresas

A sócia da Morais Leitão reconheceu, contudo, os desafios que muitas PME enfrentam neste processo de transição: «não é fácil ter esta conversa» com «empresas pequenas que, às vezes têm dificuldade até para manter os empregados e pagar os salários ao fim do mês», afirmou.

Ainda assim, sublinhou que a evolução para modelos de reporte e estratégias alinhadas com critérios ESG continua a ser determinante para garantir acesso ao financiamento bancário e a condições competitivas. Caso contrário, as empresas poderão enfrentar um cenário mais restritivo.

Sustentabilidade pode influenciar as alternativas de financiamento

Nesse contexto, Maria Soares do Lago deixou um aviso claro ao tecido empresarial: «Tenho receio que comecem a afunilar muito as alternativas de financiamento para estas empresas».

Na prática, explicou, a ausência de informação estruturada sobre sustentabilidade pode limitar a capacidade das PME para responder às exigências das instituições financeiras e das grandes empresas com quem trabalham. O resultado poderá traduzir-se num «afunilar das opções, ou, pelo menos, das opções mais baratas, com uma taxa de juro mais simpática», referiu.

Simplificação das regras europeias e impacto no reporte ESG

A intervenção destacou também que o acordo europeu recentemente alcançado pretende reduzir a complexidade administrativa associada aos relatórios de sustentabilidade e às obrigações ESG, concentrando essas exigências em empresas de maior dimensão. Ainda assim, a nossa advogada defendeu que as PME devem continuar a preparar-se para esta transição, uma vez que os critérios de sustentabilidade estão cada vez mais integrados nas decisões de financiamento e nas cadeias de valor empresariais.

Saiba mais sobre este debate no Jornal Económico.