No seu artigo publicado no jornal Nascer do SOL, Rui Patrício, sócio da Morais Leitão, reflete sobre a perda de moderação no espaço público e defende a necessidade de recuperar o equilíbrio entre firmeza e contenção, tanto no mundo forense como na vida em geral.
O sócio da Morais Leitão parte da ideia de que o equilíbrio – inspirado na noção de “proporção divina” – não implica abdicar de posições, mas sim reconhecer o valor de perspetivas opostas e evitar excessos. Ao longo do texto, descreve vários episódios do quotidiano que ilustram como a moderação tem vindo a ser desvalorizada, sendo frequentemente confundida com fraqueza ou indecisão.
Como exemplo, refere debates em contexto eleitoral, onde posições moderadas são desconsideradas face a discursos mais extremos, e destaca ainda a crescente polarização em temas sensíveis, como as questões de identidade de género, que, na sua perspetiva, exigiriam maior equilíbrio e ponderação.
Rui Patrício associa esta tendência ao enfraquecimento do liberalismo clássico e alerta para os riscos do extremismo, tanto à esquerda como à direita, sublinhando que ambos comprometem a proteção dos direitos individuais e a qualidade do debate público.
O artigo conclui com uma nota de preocupação face a um ambiente marcado por polarização, confronto e ausência de moderação, que considera cada vez mais dominante.
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