Rui Patrício, sócio da Morais Leitão, assina o artigo de opinião "Bárbara no País do Ministério Público", publicado na edição de 8 de maio de 2026 do semanário Nascer do Sol.
No texto, Rui Patrício parte de uma conversa com a sua sobrinha adolescente, a Bárbara do título, para refletir sobre a perceção pública do sistema de justiça em Portugal. A jovem, que equaciona estudar Direito, surpreende o tio com perguntas sobre o DCIAP e sobre as conclusões de uma inspeção que apontou falhas, demoras e problemas na instituição. Numa segunda conversa, a sobrinha regressa convicta de ter "percebido tudo": as demoras, afinal, seriam culpa de um conjunto de fatores que um grupo de trabalho do Ministério Público propôs corrigir, entre eles a falta de sanção adequada a manobras dilatórias, a análise de emails apreendidos pelos juízes de instrução, os incidentes de recusa de juiz e os recursos para o Tribunal Constitucional.
O advogado usa o equívoco da sobrinha, confundir o diagnóstico da inspeção com as propostas de reforma, aproximadas no tempo por coincidência, para sublinhar, com ironia, a superficialidade com que os meios de comunicação e as redes sociais tratam temas complexos da justiça. E conclui com uma nota pessoal: foi ele próprio verificar, nos processos mais antigos, se as causas das demoras correspondiam às razões apontadas pelo grupo de trabalho. Não encontrou correspondência. "Irra, malditas e precipitadas confusões", escreve.
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