No mais recente artigo da sua coluna Coração, Cabeça e Estômago, publicado no Nascer do Sol, Rui Patrício reflete sobre uma das imagens mais marcantes da vida contemporânea: pessoas permanentemente curvadas sobre o telemóvel, alheias ao que as rodeia.
Partindo de um episódio quotidiano vivido numa passadeira, o autor estabelece um paralelismo entre este comportamento e a camptocormia – condição clínica caracterizada pela acentuada curvatura da coluna – para descrever, com ironia, aquela que considera ser a verdadeira "pandemia" do nosso tempo.
Ao longo do artigo, Rui Patrício alarga a reflexão a diferentes momentos da vida em sociedade, dos peões aos automobilistas, das famílias aos restaurantes e às escolas, sublinhando como a utilização constante do telemóvel compromete a atenção, a convivência e as relações humanas. Para o autor, esta dependência tecnológica traduz-se numa crescente dificuldade em olhar o outro e participar plenamente no espaço público.
O artigo termina com uma nota crítica sobre a solidão paradoxal da era digital: cada vez mais ligados aos dispositivos, mas progressivamente mais desligados das pessoas que nos rodeiam.
Leia o artigo completo no anexo abaixo.